Quando a mente nos escapa

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Declaração de agonia é o que participa quem tem uma doença e foge. Para se livrar do que a aflige. A vida pode ser aterrorizadora quando alguém sofre de uma doença da mente. Numa psicose a realidade é alterada e não se tem a percepção de estar doente. É um transtorno por desequilibro químico no cérebro. Numa neurose a realidade não é alterada. A pessoa sabe que há um transtorno psíquico que provoca instabilidade. Ambas aterrorizam. Numa a realidade é consciente, noutra não.

Pode-se ter uma doença mental mas não se é definido por essa doença. Há sim um desequilíbrio químico no cérebro. Que ninguém sabe exactamente como funciona ou o que é. Ninguém tem um mapa nem anda com uma lanterna para ensinar o caminho de saída. Nem mesmo os psicólogos e os psiquiatras. No entanto sabem que não é uma fatalidade. O importante para quem está doente é receber ajuda profissional e apoio dos amigos e família. Começando por acabar com o estigma da vergonha. 

Conhecem o funcionamento do cérebro? Eu também não. Sabemos que é complexo e pode trazer-nos graves problemas? Sem dúvida. É o sistema mais complicado e fascinante que temos nesta máquina perfeita e maravilhosa que é um corpo humano. 

Todos nós seres humanos carregamos o potencial de um dia quebrarmos como uma velho vaso de porcelana a intrincada e sensível máquina de sinapses. Mas há também o conhecimento de conseguirmos recuperar juntando todos os pedaços de novo com algumas terapias.  

A saúde mental é tão importante quanto a saúde física. Não somos máquinas e somos sim máquinas perfeitas – porque a natureza nos deu sistemas internos perfeitamente capazes de se regenerar – mas que também sofrem problemas mecânicos. 

As doenças do foro neurológico como a doença de Alzheimer (que bem conheço) estava carregada de um enorme estigma. Eram “malucos, coitadinhos”.Abandonados na maioria das situações à sua condição de “loucos”.

Hoje sabem-se as causas (como a perda de sinapses) mas não há cura nem tratamentos.

Nem há dinheiro para fazer a devida investigação. Um dia, certamente, a ciência terá o seu momento “eureka”. Com os novos conhecimentos que nos vão chegando resta-nos lidar com os pacientes e tornar-lhes a vida o mais digna, amorosa e confortável possível. 

Para todos os restantes transtornos (psicoses que dependem de desequilíbrios químicos cerebrais ou neuroses) há tratamentos que mantêm o sujeito com uma vida saudável, digna, amorosa e reconhecidamente estável.

Então porque razão criamos o estigma, o medo e a vergonha sobre algo que teve já o momento científico eureka? Somos todos como comunidade, amigos, familiares e os próprios sujeitos com a responsabilidade de rebentar esta tão difícil barreira.

Seja uma depressão, seja o síndrome de “burnout” (exaustão extrema física, mental e emocional), seja a esquizofrenia, a bipolaridade, transtornos obsessivos ou de ansiedade ou como qualquer doença crónica (a diabetes por exemplo), temos urgentemente de terminar com o estigma e passar a tratar as doenças da mente como parte de um todo. Como fazendo parte do bem-estar geral de um ser humano.

Anabela Ferreira

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