O custo dos painéis solares estão em queda livre

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A energia solar é cada vez mais popular, e cada ano que passa o seu custo diminui, ultrapassando o custo do carvão nos Estados Unidos e na China. Assim, esta fonte de energia sustentável deixa de ser uma utopia demasiado dispendiosa e passa a ser uma realidade acessível e competitiva no mercado. Mas o que levou a um decréscimo tão acentuado no seu custo?

É do conhecimento geral o Acordo de Paris, ratificado em 2015, no qual as grandes potências económicas comprometeram-se a reduzir a emissão de gases com efeito de estufa e alcançar a emissão zero de dióxido de carbono até 2050. Assim, o aumento na acessibilidade e procura pela energia solar não poderia ter chegado em melhor altura. Foi revelado por investigadores do MIT que, nos últimos 40 anos, o preço dos módulos fotovoltaicos caiu 99%. Como tal, uma instalação residencial de painéis solares nos Estados Unidos que custava 6,65 $/ Watt, em 2010, custa agora aproximadamente 2,89 $/Watt.

Os motivos para uma queda tão acentuada nos preços incluem políticas administrativas dos governos para beneficiar este mercado, assim como uma melhoria da tecnologia em si, que se tornou mais eficiente e, portanto, mais desejada. No entanto, estruturalmente, este fator acabou por não ser decisivo, pois o que contribuiu significativamente para a queda de valores foi a melhoria levada a cabo pelas grandes economias e empresas relativamente às técnicas de produção de módulos fotovoltaicos. Isto quer dizer que, atualmente, têm capacidade para produzir mais em menos tempo e com menos percentagem de defeitos (o que contribui para uma redução acentuada nos custos de produção).

No que se refere a questões de políticas governamentais, estas foram responsáveis por 60% do declínio nos custos. Essas políticas estimularam o crescimento deste mercado tecnológico assim como o aumento da competitividade e implementaram medidas como (i) padrões de tecnologia renovável; (ii) benefícios fiscais; (iii) diversos tipos de subsídios. Esta diminuição também foi auxiliada por outras ações governamentais, como por exemplo o estímulo e aumento de investigações patrocinadas por vários governos em todo o mundo. 

Tudo isto levou a um grande aumento na procura por esta tecnologia, o que, por sua vez, instiga o interesse das grandes empresas a desenvolverem produtos personalizados. A Tesla, por exemplo, está a desenvolver um Teto Solar, os produtores de automóveis estão a explorar a possibilidade de incorporação desta tecnologia em automóveis, e já surgiram várias empresas que apresentaram propostas de células fotovoltaicas em janelas transparentes. 

O grande objetivo é fazer com que a grande variedade de opções de energia solar leve a uma diminuição progressiva dos preços e, consequentemente, à emissão de dióxido de carbono no planeta. Se daqui a alguns anos formos capazes de chegar ao ponto em que a energia solar deixe de ser uma fonte de energia “alternativa” e passe, efetivamente, a uma opção natural e intuitiva, isso será uma grande contribuição para a Terra e para a humanidade.


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