Notre-Dame, um culto da Humanidade

Publicado por em 17 Abril 2019

Entre trevas, fogo e renascimento – Notre Dame é uma Catedral Templária, tendo sido desde o início das suas diversas fases de construção, restauração, incorporação de estilos e remodelação, um templo de culto ao Sagrado Feminino – Ísis, senhora da fertilidade e da energia Universal até à Virgem Maria.


Duzentos anos demorou a sua construção, iniciada na idade das trevas, e, em quinze minutos quase consumida pelo fogo. 


O barco aproximava-se lentamente da Catedral descendo o rio Sena. Um silêncio impôs-se misteriosamente para que pudéssemos admirar a beleza da mística Catedral. E pensar nos múltiplos mistérios e sagrados significados que as suas pedras guardam. Estava rendida à Catedral e não conseguia desviar os meus olhos para guardar na memória aquela imagem enquanto histórias de devoção e sacrifício me ocorriam. Mas também de mistérios esotéricos. Quantos…Ali fiquei viajando no tempo e no oculto. Mergulhei na origem de todos os mistérios e de todos os cultos.Porque somos quem somos e porque precisamos da espiritualidade?


Vem do tempo dos druídas o culto à Mãe terra. Os Templários tinham em Ísis o seu maior culto, a reminiscência de Maria mãe de Jesus e Maria Madalena (mas sempre o sagrado feminino). 


Julga-se ter sido em Sain-Germain- des Près, a capital francesa mais antiga, o lugar de construção do primeiro templo dedicado a Ísis. 


Os romanos baptizaram os seus habitantes de “Para-Isis” ou “aqueles que adoravam Ísis”. Derivará desta palavra o nome de Paris. 


Os templários não deixaram o seu culto por mãos alheias, nem tão pouco as suas obras arquitectónicas, erguendo vários templos de adoração,(construídas por tantos dos seus pedreiros – denominação maçónica) e idolatração do místico, espiritual, esotérico, ocultista e sagrado feminino. 


Quando Victor Hugo escreveu o romance O Corcunda de Notre-Dame, pelo estado de decrepitude em que esta se encontrava, julgava-a perdida. Tanto quanto a julgava grandiosa, explicando no prefácio que a podemos designar não como a obra de um só artista, um homem que a tenha concebido mas a obra de arte da humanidade porque ultrapassa a capacidade individual tornando-se a demonstração do melhor que podemos fazer como colectivo. 


Ou não será este o caminho que a Humanidade deveria trilhar sempre que se propõe ao longo dos tempos elevar a sua espiritualidade?


“E a catedral não era só companhia para ele, era o universo; mais ainda, era a própria Natureza. Nunca sonhava que houvesse outras sebes que os vitrais em perpétua flor; outra sombra que a da folhagem de pedra sempre brotando, carregada de pássaros nos bosques de capitais saxões; outras montanhas do que as colossais torres da igreja; ou outros oceanos do que Paris rugindo aos seus pés.  


Notre-Dame renasceu depois de Victor Hugo. Por isso podemos e devemos esperar que volte a renascer depois do fogo. Assim como o culto e a devoção à energia universal do eterno e místico sagrado feminino terá sempre cavaleiros que a reverenciem e a façam renascer das cinzas.

Anabela Ferreira

Este artigo é um original Notícias Online

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