Arnaldo Matos (1939-2019)

Publicado por em 22 Fevereiro 2019

Morreu Arnaldo Matos, fundador do PCTP-MRPP, nasceu no dia 24 de Fevereiro de 1939 em Santa Cruz na Ilha da Madeira, morreu hoje, na antevéspera de comemorar 80 anos.

Muito já foi escrito sobre Arnaldo Matos, muito mais será certamente escrito, umas verdades, outras inverdades mas há algo que é incontornável, Arnaldo Matos foi uma figura importante no panorama político das últimas décadas, não pela dimensão do movimento político que fundou mas pelas suas ideias, pela forma frontal e apaixonada como as defendia.

Concordasse-se ou não com as suas ideias e com os seus ideais, Arnaldo Matos era parte da história viva da nossa história. Concordando ou não com  Arnaldo Matos era um gosto ouvir a sua história e as suas estórias.

Há 4 anos tive o privilégio de estar com Arnaldo Matos, numa das últimas conversas que tive oportunidade de ter com ele, foi num programa realizado pela TV Amadora em parceria com a Associação Amadora Passado Presente e Futuro, Vemos Ouvimos e Lemos – Com Arnaldo Matos que aqui partilho e que vos convido a escutar atentamente.

É certo que, nos últimos tempos as posições públicas assumidas por Arnaldo Matos, na sua grande maioria, foram absoluta e diametralmente opostas ao que defendo e ao que acredito e até mesmo à imagem que tinha dele, talvez também por isso nos últimos anos pouco ou quase nada tenhamos falado com muita pena minha porque, como já tive oportunidade de referir, era um enorme gosto escutar a história e as estórias por ele partilhadas.

Não sou apologista do branqueamento após a morte, por isso afirmar que os últimos anos foram… estranhos! mas, sendo estranhos os últimos anos, são de enorme valor e dignos de registo, na minha opinião, os restantes 76.

Obrigado Arnaldo Matos por todas as partilhas, por todos os momentos, por toda a luta e, especialmente, pela forma frontal como defendia os seus ideais que, mesmo não se concordando com eles, não deixa de ser uma forma transparente e apaixonada que muito benéfica seria caso fosse adoptada por toda a classe política, cada um com a sua ideologia obviamente, mas com mais frontalidade, transparência e menos jogos palacianos.

Até Sempre!

Jacinto Furtado

Artigo Original Notícias Online

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