Lena d’Água vence 32.ª Edição do Prémio José Afonso com o álbum “Desalmadamente”

O júri do Prémio José Afonso 2020 (PJA), constituído pelo compositor Pedro Teixeira da Silva, em representação da Câmara Municipal da Amadora, pelo músico Sérgio Azevedo, em representação da Escola Superior de Música de Lisboa, e pelo vencedor da edição do prémio anterior, António Zambujo, deliberou – por unanimidade – atribuir o prémio ao álbum “Desalmadamente”, de Lena D’Água.
 
O júri decidiu ainda atribuir uma menção honrosa ao disco “Vida Nova”, de Manel Cruz, “pelas suas composições fantásticas”.
 
Sobre o álbum “Desalmadamente”, de Lena D’Água, o júri considerou que se trata de um álbum composto por “brilhantes composições de Pedro da Silva Martins, e onde Lena D’Água demonstra uma capacidade vocal impressionante. Além de premiar o disco, premeia-se também a carreira da cantora Lena D’Água e a sua enorme capacidade de se reinventar”.
 
O PJA é promovido pela Câmara Municipal da Amadora desde 1988 e tem como objetivo homenagear o cantor e compositor português José Afonso e incentivar a criação musical de raiz portuguesa, ao premiar um álbum inédito, editado no ano anterior ao da edição do Prémio, cujo tema tenha como referência a Cultura e a História portuguesas. O álbum vencedor recebe da autarquia o prémio de cinco mil euros.
 
Sobre | Lena D’Água
Lena d’Água nasceu em Lisboa em 1956 e estreou-se como vocalista numa banda – os Beatnicks – em 1976. Gravou dois discos para crianças – Qual é Coisa Qual é Ela? (1979) e Ou Isto ou Aquilo (1992) e variados outros: Sem Açúcar (1980), Perto de Ti (1982), Lusitânia (1984), Terra Prometida (1986), Aguaceiro (1987), Tu Aqui (1989), As Canções do Século (1994), Sempre, ao vivo no Hot Clube (2007), Carrossel (2014) e Desalmadamente (2019). Editou um livro de poemas da sua juventude, A Mar Te (1984) e outro sobre o seu Pai – ídolo de multidões nos anos 50 – José Águas o Meu Pai Herói (2011).
Venceu os Prémios Play 2020 (Prémios da Música Portuguesa) na categoria de Melhor Artista Feminina e Prémio da Crítica.
Prepara a sua autobiografia.
 
Sobre o álbum “Desalmadamente” de Lena D’Água
Todas as letras e músicas são da autoria de Pedro da Silva Martins (Deolinda, Ana Moura, António Zambujo, Cristina Branco, Sérgio Godinho), com arranjos de João Correia, António Vasconcelos Dias, Sérgio Nascimento, Mariana Ricardo, Francisca Cortesão e Benjamim, com a produção destes quatro últimos.
 
Sobre | Manel Cruz
O seu percurso musical iniciou-se nos Ornatos Violeta, a sua primeira banda, em 1991, como vocalista, compositor e letrista onde permaneceu durante cerca de 11 anos. Em 2000, Manel Cruz, foi galardoado pelo Blitz com o prémio de “Melhor Voz Masculina”, ao mesmo tempo que os Ornatos Violeta arrecadavam os outros três prémios para os quais tinham sido nomeados tornando-se nos grandes vencedores da noite. Em 2002, e para grande tristeza de muitos dos fãs de Ornatos Violeta, foi anunciado o seu fim.
Manel Cruz, continuou o seu percurso como músico ingressando em duas bandas em simultâneo, em 2004, os Pluto e os SuperNada, na mesma semana desenharam-se os esboços do que faria continuar a carreira musical do cantor.
Em 2008, Manel Cruz lançou o primeiro álbum do seu projecto a solo Foge Foge Bandido, iniciado cerca de 10 anos antes. Em Abril de 2019 edita o primeiro álbum que assina em nome próprio, com o título “Vida Nova”.
 
Sobre o álbum “Vida Nova” de Manel Cruz – SOLO
Depois de um hiato de sete anos, ‘Vida Nova’ marca o regresso do ex-vocalista dos Ornatos Violeta, Pluto, Foge Foge Bandido e Supernada.
“Vida Nova” teve como singles “Ainda Não Acabei”, “Beija-Flor”, “Cães e Ossos” e “O Navio Dela”. Com letra, música e imagem de Manel Cruz, é composto por 12 músicas e acompanhado por um livro cujo conteúdo é complemento da obra artística. Consequência da vontade de voltar ao estúdio e aos palcos, depois de um hiato criativo, “Vida Nova” foi composto maioritariamente no ukulele. Um regresso às origens que agradou a Manel Cruz e resultou num punhado de canções que lhe permitem antecipar a edição de novos discos.
Foram várias as paragens que se foi obrigando a fazer para assentar os pés e calcar a terra. Algumas delas nos Ornatos Violeta, outras em Pluto, no lugar errático dos SuperNada e, finalmente, no projeto enigmático que foi Foge Foge Bandido, mostrando recortes, vozes e memórias da viagem – desta vez a solo – que havia feito nos últimos 10 anos. Recarregar energias foi na Estação de Serviço, que apresentou em 2015, com melodias que já sabíamos de cor e novas lengalengas e frases soltas que ficámos com vontade de memorizar.
 

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