Festas da Cidade 2020 | 10 a 12 setembro | Festa do Livro | A literatura também se festeja online

10 a 12 setembro | Redes sociais

Este ano realiza-se a 5.ª edição da Festa do Livro que contará com a realização de um conjunto de sessões com escritores, com transmissão nas redes sociais da Câmara Municipal da Amadora.

Serão realizadas 8 sessões com autores de renome, como Alice Vieira, José Eduardo Agualusa, Yara Monteiro, Maria João Lopo Carvalho, Germano Almeida, Mia Couto, José Ruy, o fotógrafo Alfredo Cunha e artistas do projeto Conversas na Rua, com uma sessão dedicada ao tema da Arte Urbana.

Todas as sessões serão transmitidas nas redes sociais do Município e terão o formato de entrevista, contando com um moderador e um escritor.

10 setembro | 18h00
José Eduardo Agualusa e Yara Monteiro | Moderador: Tito Couto

José Eduardo Agualusa nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Publicou 15 romances e diversas coletâneas de contos e de crónicas, além de poesia. É cronista do diário brasileiro O Globo e da revista Visão. Em 2007 ganhou o Independent Foreign Fiction Prize com O Vendedor de Passados. Em 2016 foi finalista do The Man Booker International Prize, com Teoria Geral do Esquecimento; esse mesmo livro ganhou em 2017 o Dublin Literary Award. Os seus livros estão traduzidos em mais de 30 idiomas. É representado pela Literary Agency Mertin. Os Vivos e os Outros é a sua mais recente obra.

Yara Monteiro é luso-angolana e cresceu na margem sul de Lisboa. Tem uma licenciatura em Recursos Humanos e trabalhou na área por quinze anos. Possui o curso de Guionismo pela ACT — Escola de Autores (Lisboa) e o de Arte Contemporânea pela Sotheby’s (Londres). Em 2018, publicou o seu primeiro romance Essa Dama Bate Bué! (Guerra e Paz Editores) onde aborda questões de identidade, género, colonialismo e diáspora. Este seu primeiro livro já está a ser traduzido para italiano e em breve será também publicado no Brasil. Essa Dama Bate Bué! faz parte do programa da disciplina de Estudos Pós-Coloniais no Espaço de Língua Portuguesa do Doutoramento em Pós-Colonialismo e Cidadania Global, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Yara Monteiro é presença regular em conferências e debates sobre afrodescendência e questões de identidade e género. É comentadora no programa de rádio Avenida Marginal da RDP África e membro da direção do INMUNE — Instituto da Mulher Negra em Portugal. Já viveu em Luanda, Londres, Copenhaga, Rio de Janeiro e Atenas.

 

10 setembro | 21h30
José Ruy | Moderador: Paulo Monteiro

José Ruy nasceu na Amadora, em Maio de 1930. Ingressou no curso de Artes Gráficas, na Escola António Arroio, onde foi discípulo do Mestre Rodrigues Alves. Iniciou-se como desenhador com apenas 14 anos, tendo publicado ao longo da sua carreira mais de 79 álbuns, 48 dos quais em banda desenhada. Colaborou com diversos jornais e revistas, nomeadamente com O Cavaleiro Andante e as Selecções BD. Editou e dirigiu a 2.ª série de O Mosquito. O rigor na investigação e a qualidade dos seus trabalhos têm sido apreciados de norte a sul do país, com múltiplas homenagens e a atribuição de 24 prémios. Já expôs, com sucesso, em vários países da Europa, na China, no Japão e no Brasil. Foi o primeiro autor a ser galardoado com o Troféu de Honra do Amadora BD, em 1990. No ano seguinte, foi distinguido com a Medalha Municipal de Ouro de Mérito e Dedicação pelo Município da Amadora.

 

11 setembro | 18h00
Maria João Lopo de Carvalho | Moderadora: Sara Belo Luís

Maria João Lopo de Carvalho licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa. Foi professora de Português e de Inglês, criou a primeira escola de Inglês em regime extracurricular para os mais novos e trabalhou como copywriter em publicidade. Passou ainda pelas áreas de Educação e Cultura na Câmara Municipal de Lisboa. Tem mais de 70 títulos editados, entre romances, livros de crónicas, manuais escolares — com a chancela do Instituto Camões — e dezenas de livros infantojuvenis, a maior parte deles no Plano Nacional de Leitura, entre os quais as coleções Hora H e 7 Irmãos. O seu primeiro bestseller, Virada do Avesso, foi publicado pela Oficina do Livro em 2000. É presença regular nas escolas e bibliotecas de Norte a Sul do país, incentivando nos mais novos o gosto pela leitura. O seu mais recente romance histórico é O Fado da Severa (2018), depois de Marquesa de Alorna (2011), Padeira de Aljubarrota (2013) e Até que o Amor me Mate (2016).

 

11 setembro | 19h00
Miguel Brum, Jorge Charrua e Krus | Moderadora: Catarina Valente

Ilustrador e Tatuador, Miguel Brum, desde cedo, se revelou atraído pela cultura e vivência urbanas. As suas primeiras incursões artísticas iniciaram-se na prática do graffiti, ainda na década de 1990, com a realização de murais em grande escala, onde sobressaiam as assinaturas arrojadas e as figuras proeminentes. A inspiração mitológica, por um lado, a cultura oriental, por outro, culminaram, gradualmente, numa linha gráfica que caracteriza o seu traço, quase em exclusivo, a spray. Na atualidade, afirma-se como um dos artistas mais reputados na arte pública urbana, constando dos principais alinhamentos dos festivais e eventos nacionais.

Jorge Charrua nasceu em 1991, em Vila Franca de Xira. Inicia a sua atividade artística, em 2004, no graffiti. É Licenciado em Pintura, pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. A sua obra vive num equilíbrio entre o saudosismo e a nostalgia. Através de iconografias e símbolos, Jorge Charrua inspira-se na cultura urbana mas recorre a uma pintura tradicional para estabelecer pontos de contacto entre um presente recente e um passado distante. A representação da figura humana surge num jogo entre a melancolia e a afirmação. O trabalho de investigação vai-se manifestando também no exterior, sendo o desafio: manter a coerência plástica do trabalho de atelier no ofício mural.

KRUS (1989) é o pseudónimo da artista plástica Sofia Cruz. Começou a pintar desde muito cedo, motivada pelo envolvimento que sempre teve com o universo natural. A paixão pelas tintas, pela cor, pelos materiais e, também, pelos elementos que a inspiram, levaram-na à pintura, técnica que tem vindo a aperfeiçoar. Em 2016, surge definitivamente a oportunidade de abraçar a sua prática em exclusividade, após concluir uma Pós-Graduação em Design de Equipamento e Espaço. A natureza mantém-se como tema fiel e ao qual dedica uma vasta parte do seu universo plástico.

 

12 setembro | 16h00
Alfredo Cunha | Moderador: Luís Pedro Nunes

Alfredo Cunha nasceu em 1953, em Celorico da Beira.
Em 1970 iniciou a carreira profissional em fotografia publicitária e comercial. No ano seguinte, começa a sua carreira de fotojornalista no jornal “Notícias da Amadora”. Colaborou com o Jornal “O Século” e “O Século Ilustrado” (1972), Vida Mundial a Agência de Notícias Português – ANOP (1977) e as agências de Notícias de Portugal (1982) e Lusa (1987).
Foi fotógrafo Oficial dos Presidentes da República, Ramalho Eanes e Mário Soares.
Em 1996 recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.
No Jornal “Público” foi editor fotográfico entre 1989 e 1997, e integrou o grupo Edipresse como fotógrafo e editor. Em 2000 começou a trabalhar na revista semanal Focus. Em 2002 colaborou com Ana Sousa Dias no programa de TV “Por Outro Lado”, na RTP2. Entre 2003 e 2009 foi fotógrafo e editor do “Jornal de Notícias”. De 2010 a 2012 foi diretor fotográfico da Agência “Global Imagens”. Atualmente é freelancer e desenvolve projetos editoriais.
Do seu percurso destacam-se as séries de fotografias dedicadas ao 25 de Abril de 1974, a descolonização portuguesa em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, S. Tomé, Timor-Leste e Cabo Verde, o trabalho fotográfico sobre o PREC (Processo Revolucionário em curso, 1974-1975), a queda de Nicolae Ceausescu na Roménia (1989) e a guerra do Iraque (2003).

Publicou diversos livros de fotografia entre os quais “Raízes da Nossa Força” (1972), “Vidas Alheias” (1975), “Disparos” (1976), “Naquele Tempo” (1995), “O Melhor Café” (1996), “Porto de Mar” (1998), “77 Fotografias e um Retrato” (1999), “Cidade das Pontes” (2001), “Cuidado com as crianças” (2003), “Cortina dos Dias” (2012), “O grande incêndio do Chiado” (2013), “Os rapazes dos tanques“ (2014) e “Toda a Esperança do mundo” (2015), “ Felicidade” 2016, “Fátima, enquanto houver Portugueses” 2017, “Mário Soares”, 2017, “Retratos 1970-2018” , “O Tempo das Mulheres” 2019, “ A Cidade que não Existia” 2020.

 

12 setembro | 17h00
Germano Almeida | Moderadora: Sara Belo Luís

Germano Almeida nasceu na ilha da Boa Vista em 1945 e licenciou-se em Direito na Universidade Clássica de Lisboa. Vive em São Vicente onde, desde 1979, exerce a profissão de advogado. Publicou as primeiras estórias na revista Ponto & Vírgula, assinadas com o pseudónimo de Romualdo Cruz. Estas estórias foram publicadas em 1994 com o título A Ilha Fantástica que, juntamente com A Família Trago (1998), recriam os anos de infância e o ambiente social e familiar na ilha da Boa Vista. O seu primeiro romance, O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, publicado em 1989, marca a rutura com os tradicionais temas cabo-verdianos. O Meu Poeta, 1990, Estórias de dentro de Casa, 1996, A Morte do Meu Poeta, 1998, As Memórias de Um Espírito, 2001 e O Mar na Lajinha, 2004, formam o que se pode considerar o ciclo mindelense da obra do autor. Tem livros publicados em diversos países, como Alemanha, Brasil, França, Itália ou Estados Unidos. Em 2018, Germano Almeida foi agraciado com o Prémio Camões.

 

12 setembro | 18h00
Alice Vieira | Moderadora: Filipa Melo

Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no suplemento «Juvenil» do Diário de Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente livros, tendo editado mais de oito dezenas de títulos. Recebeu em 1979 o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa; em 1983, com Este Rei Que Eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil; e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Foi indicada, por duas vezes, como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Foi igualmente apresentada por duas vezes como candidata ao ALMA (Astrid Lindgren Memorial Award). A edição francesa do seu livro Os Olhos de Ana Marta recebeu, em 2000, o Prix Octogone de Romance Juvenil, e a edição sueca de Flor de Mel recebeu, em 2009, a Estrela de Prata do Prémio Peter Pan. Além de escrever regularmente para a imprensa, é também autora de quatro livros de poesia, de várias coletâneas de crónicas e de livros de ficção escritos em colaboração.

 

12 setembro | 21h30
Mia Couto e Sónia Sultuane | Moderador: Tito Couto

Mia Couto nasceu em 1955 na cidade da Beira, província de Sofala. Viveu nessa cidade até aos 17 anos, altura em que foi para Lourenço Marques para estudar Medicina. Interrompeu o curso para iniciar uma carreira jornalística que se prolongou até 1985. Por sua iniciativa regressou à Universidade para estudar Biologia tendo terminado o curso em 1989. Até à data trabalha como biólogo em Moçambique. Publicou mais de 30 livros que estão traduzidos e editados em 30 diferentes países. Os seus livros cobrem diversos géneros, desde o romance à poesia, desde os contos ao livro infantil. Recebeu dezenas de prémios na sua carreira, incluindo — por duas vezes — o Prémio Nacional de Literatura, o prémio Camões e o prémio Neustadt, considerado o prémio Nobel norte-americano. No ano de 2016 foi finalista de um dos mais prestigiados galardões internacionais, o Man Booker Prize. O seu romance Terra Sonâmbula foi considerado por um júri internacional reunido no Zimbabwe como um dos 10 melhores livros africanos do século XX. É membro da Academia Brasileira de Letras. É casado com a médica Patrícia Silva e tem três filhos, todos eles vivendo e trabalhando em Maputo.

Sónia Abdul Jabar Sultuane nasceu em Maputo a 4 de Março de 1971. É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos, do Núcleo de Arte, do Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique, da Associação de Fotografia de Moçambique, da Comissão de Honra da Fundação Fernando Leite Couto e membro honorário do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. É Embaixadora do MIL (Movimento Internacional Lusófono — Moçambique) na cidade de Maputo. Poeta, escritora, artista plástica e curadora, tem colaborado noutras disciplinas artísticas como a música, a dança, a moda e a fotografia. Como poeta, conta com quatro obras publicadas, Sonhos (2001), Imaginar o Poetizado (2006), No Colo da Lua (2009) e Roda das Encarnações (2016). Tem ainda dois contos infantojuvenis, A Lua de N´weti (2014) e Celeste, a Boneca com Olhos Cor de Esperança (2017). Foi homenageada no Congresso da Afrolic 2019, pela divulgação da sua obra no Brasil, e agraciada com o Prémio Femina 2017 — Mérito nas Letras: Literatura — Poesia em Portugal. Foi também distinguida pelo seu talento artístico como «Escritora do ano de 2014», pelo seu papel social na valorização das mulheres, no Festival Internacional de Poesia Mujeres Poetas Internacional. Sónia Sultuane vive e trabalha em Maputo.

 

Este projeto pretende reforçar a importância da Festa do Livro enquanto evento dedicado à promoção do livro e da leitura, este ano num formato digital. Trata-se de um evento literário para todo o tipo de público, que promove a participação das audiências, através de uma discussão livre e aberta nas redes sociais.

Mais informações sobre horários, preços e sinopses, disponíveis no site da Câmara Municipal da Amadora e nas páginas de Facebook do Município, @municipiodaamadora e @amadoracidade.

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